quarta-feira, dezembro 8

Envelhecemos mas não crescemos.


Envelhecemos mas não crescemos. Às vezes tenho essa sensação com mais freqüência do que gostaria. Postamos fotos com rostos felizes e sorridentes nos orkuts da vida e passamos a falsa impressão de que sabemos bem por onde estamos indo, que sabemos exatamente onde vai dar a estrada pela qual estamos seguindo. Que loucura!!! Como ter certeza? Que falsidade. Que medo!
Eu não tenho a mínima idéia do que vou fazer da vida. Sinto que estou perdida, atrasada em relação aos demais. E por mais que eu me esforce em tomar uma decisão no auge dos meus 28 anos, eu chego à conclusão de que nada é definitivo ainda. Não, eu não quero ser vendedora, nem professora de inglês. Passar num concurso? Talvez. Mas ficar presa atrás de uma mesinha burocrática pra sempre? Ain. Sim, o dinheiro e a estabilidade são bons, mas no que isso me transformará? Numa pessoa presa á segurança financeira e ao funcionalismo público.
Quero mesmo é ser jornalista do terrorismo na Al Quaeda, ir pro Iraque, viajar pela Sibéria e mostrar o nascimento dos bebês pandas na China. Dormir cada dia em um hotel diferente e acordar na adrenalina. Sim, eu sei... tudo é possível, mas eu estou perto dos 30.

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